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PAN avança com proposta para alterar o regime de avaliação de impacte ambiental

PAN avança com proposta para alterar o regime de avaliação de impacte ambiental

O Grupo Parlamentar do PAN - Pessoas - Animais – Natureza deu hoje entrada no Parlamento de um projeto de lei que visa proceder à alteração do regime de avaliação de impacte ambiental (AIA).

Entre as alterações que o PAN pretende ver introduzidas neste diploma destacam-se, nomeadamente:

Em causa, estão dados como os constantes do Relatório do Estado do Ambiente de 2019, da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente, segundo os quais de entre os projetos sujeitos a procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental entre 2008 e 2018, apenas 5% tiveram uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) desfavorável, ao passo que os restantes foram objeto de parecer favorável condicionada.

Por outro lado, cerca de 82% dos projetos são avaliados ao abrigo do Anexo II do diploma de AIA em vigor atualmente, o qual permite a dispensa de procedimento de AIA a muitos projetos previstos para áreas sensíveis do ponto de vista ambiental.

Para o PAN, estes números vêm confirmar que “a atual legislação de AIA não é suficiente para defender o ambiente, pois tem em conta questões de índole económico-financeira, permite “compensar” danos ambientais e autoriza a localização de projetos em áreas sensíveis sem que sejam sujeitos a AIA”.

Portugal ocupa o 4º lugar do ranking d­­­os países europeus com mais espécies ameaçadas, com um total de 456 espécies ameaçadas. Entre 2016 e 2019, as espécies em risco de extinção em Portugal praticamente duplicaram, passando de 281 para as atuais 456. A nível mundial, ocupa a 27º posição dos países com mais espécies ameaçadas, o que faz com que Portugal se situe entre os 15% dos países com mais espécies em risco de extinção. No entender do PAN, “tendo em conta a dimensão do território nacional, estamos diante de uma performance incrível pelos piores motivos”.  

Assim, o PAN considera inaceitável que decorra da legislação a possibilidade de o Governo poder isentar projetos de AIA ou que no regime de AIA possam existir deferimentos tácitos ou prorrogações indeterminadas. Acresce ainda que, para o PAN, a destruição de ecossistemas não pode ser de modo algum compensada ou paga em termos financeiros.