“Os 10 mandamentos da PAC”: conheça o segundo mandamento

No primeiro mandamento da PAC abordamos a forma como as novas políticas europeias ambicionam apoiar o rendimento, a resiliência das explorações agrícolas e promover a segurança alimentar. Neste novo artigo, abordar-se-á o segundo objetivo da PAC que tem como principal foco o aumento da competitividade das explorações mais desfavorecidas. Curioso(a)s?
Em Portugal, o balanço comercial agrícola tem-se mantido positivo nos últimos anos, o que significa que o país tem exportado mais produtos agrícolas do que importado. As exportações de produtos agrícolas portugueses têm crescido continuamente, especialmente para países fora da União Europeia, como os Estados Unidos, China e Brasil. Os principais produtos agrícolas exportados por Portugal incluem frutas, vinhos, azeite, frutos secos e produtos hortícolas. As importações de produtos agrícolas também têm aumentado, mas em menor medida do que as exportações. Os principais produtos agrícolas importados por Portugal incluem produtos hortícolas, frutas, cereais e produtos animais. Apesar do balanço comercial agrícola positivo, o setor agrícola em Portugal enfrenta desafios, como a volatilidade dos preços dos produtos agrícolas, a competição com países de baixo custo e a falta de mão-de-obra qualificada.
Artigo patrocinado pelo projeto GreenlightPlus*
1-Apresentação do projeto GreenlightPlus e objetivo da atividade
“Os 10 Mandamentos da PAC” é uma atividade do Projeto GreenlightPlus, cofinanciado pela Comissão Europeia, que visa a disseminação dos objetivos estratégicos fundamentais da nova Política Agrícola Comum (PAC). A PAC é a política europeia comum mais antiga (60 anos) que faz parceria entre a agricultura e a sociedade e entre a Europa e os seus agricultores.
2-Objetivo do segundo mandamento da PAC
O segundo objetivo da nova PAC visa reforçar a orientação para o mercado e aumentar a competitividade das explorações agrícolas, tanto a curto como a longo prazo, com maior incidência na investigação, na tecnologia e na digitalização.3-Análise de dados europeus
A orientação do mercado e a garantia da competitividade são fundamentais para o sucesso da nova política agrícola. A orientação de mercado envolve a compreensão das necessidades e desejos dos consumidores e a capacidade de adaptar a produção e os produtos para atendê-los. Assim, aumentar a competitividade envolve melhorar a eficiência e reduzir os custos de produção, bem como desenvolver novos produtos e mercados. A combinação dessas duas estratégias pode ajudar a garantir o sucesso dos agricultores e das empresas agrícolas no mercado global competitivo.-
A expansão da produtividade total dos fatores (TFP)
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Os investimentos a nível europeu
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Custos
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A balança comercial
4-Análise de dados nacionais
Neste tópico, partilho convosco alguns dados nacionais sobre o aumento da competitividade no setor agrícola, nos últimos anos.-
Produtividade agrícola
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Formação de capital fixo bruto
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Balança comercial
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Preços europeus vs preços mundiais
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Número de explorações
5-Principais conclusões
Existem algumas diferenças principais entre Portugal e a Europa no que diz respeito ao aumento da competitividade agrícola. Uma das diferenças mais importantes é que o setor agrícola em Portugal é mais pequeno e fragmentado do que na maioria dos países Europeus. Isso significa que muitas explorações agrícolas portuguesas são menores e menos eficientes do que as explorações agrícolas europeias. Este fator mostra que se pode tornar mais difícil para agricultores portugueses competir em termos de preços e qualidade com outros países. A nova PAC apresenta como objetivo a diminuição destas diferenças e o aumento da competitividade das explorações agrícolas mais pequenas. Para além disso, o plano estratégico nacional (PEPAC) pretende i) reforçar o contributo na gestão do território, ii) contribuir para a manutenção de uma ocupação territorial equilibrada, iii) promover uma boa gestão ambiental recorrendo a ações sustentáveis e, por fim iv) apoiar o desenvolvimento e dinamização das zonas rurais, de forma a evitar o abandono de terras e a consequentemente a desertificação dos espaços rurais sem alternativas económicas.
Artigo patrocinado pelo projeto GreenlightPlus*