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Ministério do Ambiente quer reavaliar Lei da Caça. Conselho Nacional de Caça convocado para 22 de Janeiro

Ministério do Ambiente quer reavaliar Lei da Caça. Conselho Nacional de Caça convocado para 22 de Janeiro

Fonte: Agricultura e Mar

O Ministério do Ambiente e da Acção Climática convoca, para 22 de Janeiro de 2021, uma reunião do Conselho Nacional da Caça.

Da reunião constarão dois pontos de ordem de trabalhos. Um primeiro, sobre a composição do próprio conselho, as suas atribuições e modo de funcionamento, estando em aberto a sua recomposição. Um segundo, para reavaliar a Lei da Caça.

As convocatórias incluirão um pedido de indicação dos representantes, uma vez que há vários anos que o conselho não reúne. “A sua reactivação é fundamental como órgão consultivo do Governo para o sector”, refere uma nota de imprensa do Gabinete do Ministro do Ambiente e da Acção Climática, Pedro Matos Fernandes.

Já em Maio de 2016, o antigo ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, tentou reactivar o Conselho Nacional da Caça. De salientar que a presidência do Conselho Nacional da Caça e da Conservação da Fauna é presidido pelo ministro da Agricultura, mas há cerca de 20 anos que não reúne.

Revisão da Lei da Caça

Refira-se que, após ser do conhecimento público o abate 540 animais (veados e javalis) numa montaria realizada na Herdade da Torre Bela, em Aveiras de Cima (concelho de Azambuja), o ministro admitiu a revisão da Lei da Caça.

“De acordo com a lei, não têm de ser comunicadas ao ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas] as caçadas e as montarias. Esse é de facto um erro que, para ser corrigido, obriga a uma mudança da lei a partir da qual esses actos sejam comunicados”, afirmou João Pedro Matos Fernandes.

O governante acrescentou ainda que “não temos aqui nada contra a caça e não vamos a correr fazer nada. Mas há uma coisa concreta, que é a das montarias, e essa sim pode reclamar uma alteração cirúrgica no curto prazo”.

Antes de qualquer alteração, o ICNF vai realizar, no prazo de seis meses, inspecções nas quase 1.500 zonas de caça turística em Portugal.

Entretanto, o Governo participou ao Ministério Público crime contra a preservação da fauna na Azambuja e suspendeu a licença da Zona de Caça de Torre Bela.